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Câncer do Colo Útero

O que é câncer do colo do útero?

As células que compõem o colo uterino podem sofrer agressões responsáveis por desencadear diversas alterações que em longo prazo podem produzir o câncer do colo do útero. O principal fator agressor relacionado a esse tipo de câncer é a infecção local pelo vírus HPV (Papilomavírus Humano). A transmissão do HPV se dá principalmente pela via sexual sendo a doença sexualmente transmissível mais comum.
De uma forma geral, são necessários vários anos entre a infecção inicial pelo HPV e o desenvolvimento do câncer, sendo que apenas uma pequena parcela das mulheres com o vírus irá desenvolver o câncer do colo do útero.
A infecção pelo HPV poderá causar alterações no colo do útero (conhecidas como lesões pré-cancerigenas ou NIC) que precedem o surgimento do câncer e só podem ser identificadas através da realização periódica dos exames de rastreamento (como o Papanicolaou).

Quais são os fatores de risco?

Os principais fatores que aumentam o risco para o câncer do colo uterino são aqueles que direta ou indiretamente favorecem a infecção pelo HPV ou que estão associados a não realização de exames preventivos periódicos.

Os mais importantes são:
Início precoce da atividade sexual
Múltiplos parceiros sexuais
Tabagismo
Má higiene íntima
Baixo nível socioeconômico
Multiparidade (vários partos)
Uso de anticoncepcional oral
Presença de outras infecções transmitidas por via sexual (herpes genital, clamídea)

Quais são os sinais e sintomas?

Na sua fase inicial o câncer do colo do útero geralmente não apresenta qualquer sintoma. À medida que a doença progride pode surgir sangramento vaginal anormal (principalmente em mulheres na menopausa), corrimento vaginal escurecido com cheiro desagradável e dor abdominal que pode estar associada a queixas urinárias e intestinais nos casos mais avançados.

Como prevenir este tipo de câncer?

As principais medidas para se evitar o surgimento do câncer do colo do útero estão relacionadas à prevenção no surgimento de lesões induzidas pelo HPV. Assim, a vacinação, sobretudo entre as mulheres até os 26 anos de idade, e os testes de rastreamento são armas fundamentais.
A vacina contra o HPV poderá evitar que o vírus estabeleça infecções persistentes com danos importantes aos órgãos. Já os testes de prevenção (sobretudo o Papanicolaou) poderão detectar a presença das chamadas lesões pré-cancerigenas ou NIC, o que é extremamente importante, pois permitirá o tratamento precoce impedindo o desenvolvimento do câncer em quase 100% dos casos.
É fundamental ressaltar a importância do número restrito de parceiros sexuais, uso de preservativo nas relações, combater o hábito do tabagismo e visitar regularmente o médico ginecologista.

Como é o tratamento?

As mulheres com diagnóstico de lesões pré-cancerígenas (NIC) quase sempre podem receber tratamentos menos invasivos e mais simples que geralmente se baseiam na retirada da porção alterada do colo uterino.
Já as pacientes com câncer do colo uterino recebem diversos tratamentos como cirurgia, radioterapia e quimioterapia. Essas modalidades de tratamento podem ser aplicadas isoladamente ou associadas e essa decisão dependerá principalmente das condições clínicas da paciente, do tipo de tumor e de sua extensão.

 

Saiba mais:

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