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História do Registro Hospitalar

Na década de 60 o único hospital especializado no tratamento de câncer no Estado de São Paulo, A. C. Camargo, situava-se na capital. A grande maioria dos pacientes que chegava ao Hospital São Judas em Barretos, era composta por previdenciários de baixa renda, da área agropastoril e com alto índice de analfabetismo. Pela falta de recursos, imprevisibilidade de vagas para internação ou até mesmo pelo receio de andar nas grandes cidades, estes pacientes tinham dificuldades em buscar um tratamento.

Em 27 de novembro de 1967 foi instituída a Fundação Pio XII, e conforme memorando 234, de 21 de maio de 1968, assinado pelo Dr. Décio Pacheco Pedroso, diretor do I.N.P.S (Instituto Nacional de Previdência Social), passou a atender exclusivamente pacientes portadores de câncer.

Este pequeno hospital contava com apenas quatro médicos em tempo integral, em regime de dedicação exclusiva, permitindo ao paciente um atendimento rápido e eficaz. Atualmente, o corpo clínico atua no mesmo sistema iniciado e foi justamente a filosofia de trabalho, que prevê um atendimento humanizado aos pacientes e familiares, que promoveu o crescimento desta Fundação.

A criação deste hospital especializado em câncer deveu-se ao Dr. Paulo Prata, cirurgião, que em 1954 havia recebido o título de Doutor em Medicina da USP – São Paulo. Apaixonado pela profissão, idealista, dirigiu a instituição com um pensamento central: “Oferecer melhor tratamento aos pacientes mais pobres”. Devido a essa visão humanitária sabia que um dos aspectos importantes para que isso ocorresse era que se tivesse um bom prontuário e um Registro Hospitalar de Câncer (R.H.C).

Em 1987 foi criado o Registro Hospitalar de Câncer da Fundação Pio XII com apenas um funcionário e utilizando um computador da Faculdade de Engenharia de Barretos. Atualmente, o R.H.C conta com 11 colaboradores sendo quatro registradores e digitadores em tempo integral, dois colaboradores responsáveis pelo follow-up dos pacientes, um administrador, um administrador de banco de dados, um estatístico, um epidemiologista e um coordenador médico responsável, acionado sempre que necessário.