Entrar


Entrar

Doenças hereditárias ligadas ao Câncer Colorretal

Quais são as doenças hereditárias relacionadas ao câncer colorretal?
Atualmente, inúmeras pesquisas já confirmaram a existência de doenças hereditárias relacionadas ao câncer colorretal. Dentre elas estão o Câncer Colorretal Hereditário Sem Polipose (HNPCC = Hereditary Nonpoliposis Colorectal Câncer) e a Polipose Adenomatosa Familiar (FAP).
 
O Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose e a Polipose Adenomatosa Familiar são doenças hereditárias, transmitidas de pais para filhos e caracterizadas pela presença de vários casos de câncer colorretal na família. Para determinar a presença de uma doença hereditária, são necessárias avaliações de médicos especializados e testes genéticos específicos.

Quais são os cuidados que devo ter para prevenir o câncer colorretal esporádico e hereditário?

Parentes de primeiro grau (irmãos, pais e filhos) que tiveram câncer colorretal:
Iniciar os exames de prevenção aos 40 anos ou 10 anos antes da idade em que ocorreu o câncer do seu familiar.
 
Presença pólipo intestinal maior que 1 cm ou múltiplos pólipos (adenomas) removidos por colonoscopia:
Fazer nova colonoscopia em 3 anos.
 
Indivíduos com doença inflamatória intestinal:
Fazer colonoscopia anual.
 
Histórico de Polipose Adenomatosa Familiar:
Realizar aconselhamento genético e teste genético. Em caso de confirmação de polipose, considerar a cirurgia de colectomia (retirada do intestino grosso, como prevenção para câncer).
 
História familiar de Câncer Colorretal Hereditário sem Polipose (HNPCC = Hereditary Nonpoliposis Colorectal Cancer):
Realizar aconselhamento genético e teste genético, além de colonoscopia de acordo com a indicação médica.
 
Pessoas assintomáticas (sem sintomas) com idade igual ou superior a 50 anos:
Fazer colonoscopia preventiva a cada 5 anos e Pesquisa de Sangue Oculto nas Fezes anualmente.

Saiba mais:
 
O que é o Câncer Colorretal?
 
Prevenção e Fatores de Risco para Câncer Colorretal
 
Doenças hereditárias ligadas ao Câncer Colorretal
 
Sintomas do Câncer Colorretal
 
Tratamento do Câncer Colorretal
 
Colostomia, Ileostomia e a Bolsa de Colostomia

Tratamento do Câncer Colorretal

Como é o tratamento do câncer colorretal?

O tratamento de câncer colorretal depende da localização do tumor, da extensão do tumor para outros órgãos e do quadro de saúde do paciente. Os pacientes são tratados por uma equipe multidisciplinar composta por cirurgião oncológico, oncologista clínico, radioterapeuta, nutricionista, enfermeiros estomaterapeutas e psicólogos.

Como ocorre o tratamento cirúrgico?

Cirurgia aberta

A cirurgia é o método de tratamento tanto para pacientes com câncer de cólon, como para aqueles com tumores retais. No câncer do cólon, procede-se à retirada do segmento intestinal onde está o tumor, assim como associada à retirada dos linfonodos correspondentes.
 
A retirada linfonodal é muito importante para o estadiamento e tratamento da doença. Todo o cuidado com a técnica de radicalidade cirúrgica (extensão da ressecção, retirada dos linfonodos, ligaduras dos pedículos vasculares e margens cirúrgicas) é muito importante. A lesão tumoral pode estar aderida a órgãos vizinhos e muitas vezes é necessário a ressecção tumoral em monobloco com órgãos vizinhos. Após a ressecção realiza-se uma anastomose (costura) entre as porções sadias do cólon ou entre o cólon e o reto.
 
No câncer de reto, a cirurgia é feita de 8 a 12 semanas após o tratamento com radioterapia e quimioterapia para tumores do reto baixo e médio. Nos tumores do reto, muitas vezes, é necessário a realização de uma ileostomia temporária de proteção ou colostomia definitiva, se os tumores estiverem muito próximos ao ânus.
Laparoscopia

A cirurgia endoscópica utiliza-se da colonoscopia para tratar lesões como retirada de pólipos e mucosectomias das lesões. A cirurgia videolaparoscópica é um procedimento que possibilita a introdução dos instrumentos pelo abdome e observar a parte interna do corpo e retirar a região que existe a lesão suspeita.
 
Quimioterapia
 
A quimioterapia é o tratamento com medicações que combatem as células tumorais, pode ser feita antes do tratamento cirúrgico e após a cirurgia de acordo com o resultado da análise da peça cirúrgica (exame anatomopatológico).

Radioterapia

A radioterapia é utilizada para o tratamento dos tumores retais e pode ser indicada para casos especiais de cólon.
 
Terapia Biológica

Para efetivar esse tipo de tratamento biológico, insere-se no organismo um anticorpo criado por um Linfócito B. Esse elemento produz anticorpos que ligam-se a outros organismos para padronizá-los e torná-los resistentes contra a evolução e disseminação da doença. O tratamento biológico pode ser realizado em conjunto com outros tipos de tratamentos como a quimioterapia.
Esse método é geralmente adotado em casos mais severos da doença e pode gerar fortes efeitos colaterais – precisando de medicamentos extras para regular o organismo. Entre esses efeitos colaterais estão:

Erupção cutânea
Dor abdominal
Diarréia
Sangramento Alergia
Alteração na pressão arterial
Problemas respiratórios
Sangramento

Como é o estadiamento do câncer colorretal?

O estadiamento do câncer colorretal é dividido de 0 a IV onde os estádios 0, I e II correspondem aos estádios mais precoces da doença, o estádio III refere-se a doença de alto risco (que pode recidivar com maior freqüência) e o estádio IV é a doença metastática, ou seja, que já atingiu órgãos à distância.
 
Como deverá ser a minha alimentação após a cirurgia e durante o tratamento?

Uma alimentação saudável é extremamente importante para o tratamento do câncer colorretal. Ao comer corretamente, você estará evitando que os tecidos do corpo sofram degenerações e ajudará na reconstrução dos tecidos que o tratamento possa ter prejudicado.

Além disso, a boa alimentação aumentará a disposição para enfrentar os possíveis efeitos colaterais do tratamento, colaborando para o bem-estar.  
 
É importante ter um planejamento alimentar no tratamento do câncer colorretal para responder bem as mudanças no corpo e as altas doses de medicamento. É indicado o acompanhamento de um nutricionista. Aqui vão algumas dicas de alimentação:
 
Evite o consumo de fritura e alimentos que contenham sal.
Mastigue bem os e coma devagar.
Faça refeições pequenas de três em três horas.
Faça um prato com grandes variações possíveis de verduras, legumes e cereais.
A hidratação constante com água, sucos naturais ou água de coco.
Evite alimentos industrializados.

Saiba mais:

Entenda o Intestino Grosso
 
O que é o Câncer Colorretal?
 
Prevenção e Fatores de Risco para Câncer Colorretal
 
Doenças hereditárias ligadas ao Câncer Colorretal
 
Sintomas do Câncer Colorretal
 
Tratamento do Câncer Colorretal
 
Colostomia, Ileostomia e a Bolsa de Colostomia

Colostomia, Ileostomia e a Bolsa de Colostomia

O que é a colostomia ou ileostomia?

A colostomia ou a ileostomia são derivações intestinais onde se exterioriza o cólon ou o íleo (intestino fino) na parede abdominal, formando um novo trajeto e local para a saída das fezes (que é chamado de estoma). Esse procedimento pode ser realizado de forma definitiva ou de forma provisória, dependendo do tipo de tratamento e da severidade do tumor. Após a colostomia ou ileostomia, o paciente utiliza uma bolsa especial para que suas fezes sejam coletadas.
 
Perguntas & Respostas para a Bolsa de Colostomia
 
Posso retirar a minha bolsa coletora e usar apenas quando quiser evacuar?
Não, pois a vontade de evacuar pode ocorrer a qualquer momento e não haverá meios de segurá-la. Ao contrário do ânus, nesse caso há um músculo que possa impedir a evacuação.

A ingestão de líquidos está suspensa durante o período de utilização?
Não. A ingestão de líquido deve ocorrer sempre com, no mínimo, dois litros por dia.  A ingestão de água e sucos deve ser prioridade.

As pessoas irão notar que estou com a bolsa? Há alguma forma de esconder a bolsa?
As bolsas de colostomia são finas e não ficam visíveis, sendo bem ajustáveis as suas vestimentas normais. Elas não serão notadas se ficarem junto ao seu corpo por baixo da roupa.

Devo me preocupar com o cheiro da bolsa? Isso vai incomodar outras pessoas?
Não, em raras ocasiões a bolsa gera odor ruim. Se isso ocorrer, existem substâncias como o carvão ativado que podem ser utilizadas para neutralizar o odor.

A bolsa deve ser trocada alguma vez? Com qual regularidade?
A bolsa coletora deve ser trocada a cada 4 dias e/ou de acordo com a necessidade. O importante é higienizá-la diariamente.

Durante o período de utilização é possível realizar exercícios físicos?
Recomendamos que os exercícios físicos se iniciem após a autorização do médico responsável, pois a cicatrização dos tecidos após a cirurgia pode variar de paciente para paciente. O importante é evitar esportes que possam traumatizar o estoma ou esportes com esforço físico excessivo.

Existem alimentos que devo deixar de consumir?
Você deverá ser acompanhado por um profissional da nutrição e seguir as recomendações deste.
Abaixo segue uma tabela que mostra os efeitos de alguns alimentos no intestino.

Efeito Alimentos
Prisão de ventre Batata, inhame, maça cozida, banana prata e arroz branco. 
Gases Ovos, feijão e refrigerantes( bebidas gasosas) .
Cheiros fortes nas fezes Cebola, alho cru, ovos cozidos, repolho e frutos do mar.
Alimentos que neutralizam odores fortes Cenoura, chuchu, espinafre e maizena.
Alimentos que amolecem as fezes Verduras, frutas cruas, lentilha, ervilhas e bagaços de laranja.

Existe algum impedimento quanto a minha nova condição?
Não, você pode ter uma vida normal. Mesmo que a sua vida sofra algumas mudanças, é necessário se adaptar a esta nova fase. Você deve previnir-se, por exemplo, se ficar grandes períodos fora de casa, levando o equipamento para troca da bolsa coletora de emergência, uma troca de roupa e outros acessórios que achar necessário.

Como poderei ter vida sexual com a Bolsa de Colostomia?
É importante discutir sobre a relação sexual de uma forma aberta com o seu parceiro (a), para se chegar a conclusões do momento e da forma mais adequada para realizá-la. Caso as conversas sobre o tema não venham a ocorrer normalmente, buscar ajuda de um psicólogo é uma boa alternativa.  
 
O período pós-cirurgico é marcado por uma diminuição natural do desejo sexual, principalmente, se ele estiver realizando a quimioterapia, pois entre os efeitos colaterais, está a diminuição da libido. O parceiro  sempre deve ser compreensivo.
 
Antes das relações sexuais, é sempre recomendável esvaziar a bolsa ou usar uma bolsa de tecido para evitar o atrito da bolsa com a pele de ambos e para evitar que apareça o conteúdo fecal contido na bolsa. Para estes momentos, pode-se também recorrer a espartilhos (para as mulheres) e tensores abdominais (para os homens) para dar segurança aos movimentos e deixar a bolsa menos visível. Usar uma bolsa fechada (não drenável) de menor capacidade pode ser mais confortável.

Como deverá ser a minha alimentação após a cirurgia e durante o tratamento?
Uma alimentação saudável é extremamente importante para o tratamento do câncer colorretal. Ao comer corretamente, você estará evitando que os tecidos do corpo sofram degenerações e ajudará na reconstrução dos tecidos que o tratamento possa ter prejudicado.
Além disso, a boa alimentação aumentará a disposição para enfrentar os possíveis efeitos colaterais do tratamento, colaborando para o bem-estar.  
 
É importante ter um planejamento alimentar no tratamento do câncer colorretal para responder bem as mudanças no corpo e as altas doses de medicamento. É indicado o acompanhamento de um nutricionista.
 
Aqui vão algumas dicas de alimentação:

Evite o consumo de fritura e alimentos que contenham sal.
Mastigue bem os e coma devagar.
Faça refeições pequenas de três em três horas.
Faça um prato com grandes variações possíveis de verduras, legumes e cereais.
A hidratação constante com água, sucos naturais ou água de coco.
Evite alimentos industrializados.

Saiba mais:

Entenda o Intestino Grosso
 
O que é o Câncer Colorretal?
 
Prevenção e Fatores de Risco para Câncer Colorretal
 
Doenças hereditárias ligadas ao Câncer Colorretal
 
Sintomas do Câncer Colorretal
 
Tratamento do Câncer Colorretal
 
Colostomia, Ileostomia e a Bolsa de Colostomia

Sintomas do Câncer Colorretal

Quais são os sintomas do câncer colorretal?

Qualquer pessoa com um dos sintomas abaixo deve procurar um médico – principalmente se houver sangramento pelo ânus – para realizar um exame clínico. Entre esses exames, pode ser necessária a realização do toque retal e do exame de colonoscopia. Os principais sintomas são:

Mudança do hábito intestinal, isto é, constipação ou diarréia sem associação com o alimento ingerido.
Anemia, fraqueza, cólica abdominal, emagrecimento.
Sangramento pelo reto.
Sensação de evacuação incompleta.

Quais são os sintomas de quem tem pólipo no intestino?

O pólipo não é caracterizado por sintomas evidentes e muitos pacientes não sabem que possuem pólipos no intestino grosso. Podem ocorrer cólicas abdominais e sangramento pelas fezes.
Quais exames podem diagnosticar o câncer colorretal ?

O diagnóstico precoce do câncer colorretal (assim como de outros cânceres) é muito importante, pois quando localizado na fase inicial, as chances de cura são muito maiores.

Toque Retal

É o exame clínico do reto feito em consultório, onde é possível tocar todas as paredes do reto baixo e médio. Nos homens, esse mesmo exame possibilita o exame da próstata também.

Pesquisa de sangue oculto nas fezes

São necessárias três amostras de fezes consecutivas e alguns tipos de alimentos devem ser evitados alguns dias antes do exame. Medicamentos como AAS e anti-inflamatórios não devem ser tomados 7 dias antes do exame, assim como frutas cítricas e carne vermelha não devem ser consumidas três dias antes do exame. Se o resultado para o sangue oculto for positivo, uma retossigmoidoscopia ou colonoscopia deverão ser realizadas.

Enema Opaco com Duplo Contraste

Para realizar este exame é necessário introduzir sulfato de bário (um líquido branco que serve como contraste) através do ânus, para que o exame radiológico possa mostrar as áreas anormais. Após a evacuação do bário, injeta-se ar no intestino e, logo após, faz-se o raio-x para poder visualizar a parte interior tanto do reto como do cólon. O exame permite a visualização de todo cólon e reto, mas não permite biópsias. Em caso de alguma área suspeita, é indicado um exame de colonoscopia.

Retossigmoidoscopia

Um tubo é introduzido pelo ânus e permite visualizar o reto e parte do cólon. Para esse exame pode-se utilizar tanto um tubo rígido de 25 cm de comprimento (retossigmoidoscopia rígida), como um aparelho flexível de fibra ótica com 70 cm de comprimento (retossigmoidoscopia flexível). Se for encontrada alguma lesão, como um pólipo este deverá ser retirado ou a lesão deverá ser biopsiada. A principal desvantagem deste exame é que o aparelho alcança apenas o reto e parte do cólon, no máximo 70 cm, portanto, não examina o cólon todo.

Colonoscopia

É um exame realizado por um aparelho de fibra ótica, longo (180 cm) e flexível que é introduzido através do ânus e permite a visualização completa do reto e do cólon. Essa visualização ocorre através de uma câmera inserida na extremidade do colonoscópio, cuja imagem é enviada para um monitor, permitindo assim, a análise simultânea do interior do cólon. O equipamento também permite a inserção de outros instrumentos especiais para a remoção de possíveis pólipos ou biópsias. O exame é feito sob sedação e analgesia. O exame permite que o médico examine detalhadamente o cólon. Os riscos do exame estão vinculados ao sangramento depois da retirada de pólipos, biópsias e perfuração intestinal.

Colonoscopia Virtual

A colonoscopia virtual produz imagens tridimensionais e bidimensionais seccionais do órgão, permitindo assim, a localização de pólipos ou cânceres. Embora seja útil para pessoas que não querem fazer exames invasivos (como a colonoscopia), a colonoscopia virtual requer preparo de cólon semelhante ao exame evitado e introdução de contraste via retal. Se encontrado algo suspeito em qualquer parte do órgão, será necessário utilizar a própria colonoscopia para analisar melhor essas áreas ou para realizar a retirada dos pólipos.

Saiba mais:

Entenda o Intestino Grosso
 
O que é o Câncer Colorretal?
 
Prevenção e Fatores de Risco para Câncer Colorretal
 
Doenças hereditárias ligadas ao Câncer Colorretal
 
Sintomas do Câncer Colorretal
 
Tratamento do Câncer Colorretal
 
Colostomia, Ileostomia e a Bolsa de Colostomia