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Prevenção do Câncer de Pele

O que é a pele?

A pele, cútis ou tegumento representa 15% do peso corpóreo e confere múltiplas funções ao organismo. Uma das principais funções é a barreira de proteção ao organismo contra traumas, radiação ultravioleta temperatura extremas toxinas e bactérias. Outras funções estão relacionadas á termorregulação, sensorial, secreção de hormônios entre outras. É dividida em três camadas: epiderme, derme e hipoderme.

O que é câncer de pele?

O câncer de pele é a proliferação incontrolável de células cutâneas anormais.

O câncer de pele é de longe o mais comum na população mundial. A sua incidência global não é reconhecida, pois muitos cânceres de pele não são reportados pelos próprios médicos e vários não chegam a ser tratados. Segundo a sociedade americana de câncer, a cada ano há mais casos novos de câncer de pele do que a somatória da incidência dos cânceres de mama, próstata, pulmão e cólon.

Conforme o tipo de célula afetada, o câncer de pele divide-se em melanomas e não-melanomas. Estima-se atualmente entre 2 e 3 milhões de cânceres de pele não-melanomas e 132 mil melanomas ao ano.

No Brasil, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima que em 2012, haverá aproximadamente 134.170 novos casos de câncer de pele não melanomas e 6.230 novos casos de melanomas, representando 25% de todos os casos diagnosticados.

O Melanoma cutâneo é originado nos melanócitos, células produtoras de melanina que é a substância que confere pigmentação à pele.  Embora seja a forma mais séria, se detectado nos estágios iniciais, as chances de tratamento são boas. E, apesar de nas últimas décadas ter havido uma elevação de sua incidência, houve uma grande melhora da sobrevida dos pacientes com este tipo de câncer, devido ao surgimento de novas drogas e, principalmente, devido á detecção precoce.

Os tumores cutâneos não melanomas representam aproximadamente 96% dos casos de câncer de pele . Os tipos mais comuns são o carcinoma basocelular (CBC) e o carcinoma espinocelular (CEC).

Carcioma Espinocelular (CEC):

O CEC, também chamado de epidermóide e escamocelular, se desenvolve a partir de células troncos das regiões foliculares e interfoliculares da derme. Tem uma freqüência estimada de 20 a 25% dentre as neoplasias cutâneas. É mais agressivo que o CBC, no entanto, metastatiza apenas em 1 a 2% dos casos.

Carcinoma basocelular (CBC):

O CBC se origina a partir de células basais da pele e do infundíbulo folicular da epiderme e dos apêndices cutâneos acima da camada basal, como os pelos, por exemplo. Possui a maior incidência dentre todos os tumores malignos em seres humanos. Representa cerca de 75% de todas as neoplasias cutâneas. O CBC, usualmente não invade vasos linfáticos, sua taxa de metástase é inferior á 0,1%. Mas, se não tratado, pode invadir áreas nobres como olho, músculos, nervos, ossos e cartilagens.

Outros tumores não melanomas:

Outros tumores não melanomas são: sarcoma de Kaposi, linfoma cutâneo, tumores de anexo da pele.

O que causa câncer de pele?

A maioria dos cânceres de pele é causada pela radiação actínica e, portanto, atingem principalmente as regiões do corpo mais expostas á luz solar. No entanto, alguns cânceres também estão relacionados com doenças cutâneas prévias, radiação ionizante, fatores irritadiços crônicos como úlceras angiodérmicas, cicatrizes de queimaduras, exposição a agentes químicos, como o arsênio, mostarda nitrogenada, alcatrão. Algumas alterações genéticas, como pessoas portadoras de xeroderma pigmentoso, síndrome de Gorlin-Gotz, síndrome do melanoma familial, albinismo, epidermodisplasia verrucosa, lúpus eritematoso discóide, também estão relacionados a um maior risco de desenvolver câncer de pele, assim como a imunossupressão prolongada associada a transplante de órgão ou linfomas de baixo grau.

A exposição excessiva aos raios ultravioletas, UVA e UVB é o principal fator de risco para o câncer de pele. O problema é agravado pelo aumento à exposição solar e a longevidade cada vez maior da população. É importante ressaltar que houve um aumento das atividades de recreação (banhos de sol e/ou atividades ao ar livre) e a valorização de peles bronzeadas pela moda, bastante explorada pela mídia, acarretando num maior uso de câmaras de bronzeamento artificiais.

Quais são os sintomas da doença?

Qualquer lesão da pele com aspecto de nódulo, tumor ou mancha. Pode haver sangramento ou não.

Como é feito o diagnóstico?

O diagnóstico dos tumores cutâneos é realizado através da história clínica, exame físico, exame dermatoscópico e anatomopatológico. No diagnóstico dermatológico, o aspecto visual das lesões contam muito.

O câncer de pele tem cura?

Se diagnosticado em estágios iniciais, o câncer de pele tem 100% de cura.

Como é feito o tratamento?

O principal tratamento para o câncer de pele é a cirurgia. Em alguns casos, principalmente nos casos avançados, a radioterapia e a quimioterapia também podem ser utilizadas.

Como se prevenir?

Proteção solar, que pode ser feita através de:

  • Evitar o sol nos horários entre as 10 e 16 horas;
  • Evitar o sol em excesso;
  • Evitar câmaras de bronzeamento artificial;
  • Use protetor solar com Fator de Proteção Solar (FPS) no mínimo 15;
  • Reaplique  o protetor a cada 2-3h – até mesmo aqueles que são “à prova d’água”  
  • Aplique o protetor solar cerca de 30 minutos antes de se expor ao sol;
  • Além do protetor solar utilize bonés, chapéus, roupas compridas, óculos escuros e procure sempre lugares com sombra.

Onde fazer exames preventivos?

Os exames preventivos devem ser feitos nas unidades básicas de saúde ou nas equipes de saúde de família. Se possível, uma vez ao ano, ou conforme orientação médica.

No Hospital de Câncer de Barretos, a prevenção do câncer de pele é realizada através da Unidade Móvel III (cerca de 350 cidades), que tem capacidade para realizar 40 atendimentos de pele por dia, e se necessário, já realiza o procedimento cirúrgico.