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Prevenção e Detecção do Câncer de Tireóide

Quais são os fatores que influenciam na evolução do câncer de tireóide?
 
Os fatores que influenciam negativamente na evolução do câncer bem diferenciado de tireóide são:
 
Pacientes com mais de 45 anos
Tumores maiores de 4 cm
Presença de metástases à distância
Presença de tumor que invade as estruturas adjacentes e não é
totalmente ressecado
Alguns tipos mais agressivos de tumor

Quais são os exames para avaliar os problemas da tireóide?

Os exames que freqüentemente são pedidos para avaliar os distúrbios da glândula tireóide são:
 
Dosagem de hormônios tireoidianos e TSH
 
Normalmente são solicitados o TSH e o T4 livre, que serão os hormônios que mais influenciarão nas decisões clínicas. Eles avaliam a função da glândula tireóide sendo que o TSH elevado indica hipotireoidismo e o TSH diminuído indica hipertireoidismo. Em algumas situações são solicitados o T4 total, T3 total e o T3 livre.
 
Dosagem de anticorpos tireoidianos
 
São solicitados para avaliar a presença de algumas doenças autoimunes da tireóide como a tireoidite de Hashimoto, a tireoidite subaguda e a Doença de Graves (hipertireoidismo). São eles o anticorpo anti peroxidase (Ac TPO), anticorpo anti-tireoglobulina (AC TG) e anticorpo anti-receptor de TSH (TRAB).
 
Ultrassom de tireóide
 
É extremamente importante para avaliar a presença de nódulos tireoidianos, principalmente os não palpáveis. Informações como tamanho, localização dentro da glândula e características dos nódulos norteiam as decisões cirúrgicas, assim como servem para o acompanhamento clínico dos mesmos. O Doppler, associado ao ultrasson, fornece informações sobre a vascularização dos nódulos , que podem aumentar as suspeitas de malignidade.
 
Biópsia por punção aspirativa com agulha fina (PAAF)
 
Exame fundamental para se tomar a decisão de se realizar a cirurgia de tireóide, pois é o mais sensível para detectar malignidade. O exame consiste em colher células dos nódulos tieoidianos, através de uma punção com agulha orientada ou não por ultrasonografia.Basicamente, os resultados podem ser benignos (bócio colóide, bócio adenomatoso, tireoidite crônica linfocitária, cistocolóide), malignos (carcinoma papilífero, carcinoma medular ou anaplásico) ou suspeitos (padrão folicular, padrão folicular com células oncocíticas ou Hürthle, padrão papilífero).
 
Tanto os resultados malignos como os resultados suspeitos normalmente são indicativos de cirurgia, por suspeita de ser um câncer de tireóide. Em muitas situações, somente a ressecção e posterior análise anátomo-patológica do nódulo é que vai determinar se o nódulo é de fato maligno ou não.
 
Cintilografia de tireóide
 
É um exame menos solicitado hoje em dia. Ele avalia aspectos funcionais da glândula e costuma classificar os nódulos em quente, frios ou mornos. Antigamente os nódulos frios eram tidos como suspeitos de câncer. Esta classificação é pouco útil atualmente para avaliar malignidade, já que a punção por agulha fina é um exame muito mais sensível e especifico.
 
Raio X cervical
 
Este exame serve para avaliar se a tireóide está causando compressão e desvio das estruturas cervicais como a traquéia. Tireóides de tamanho aumentado podem comprimir a traquéia ou ter crescimento para o tórax (bócios mergulhantes).
 
Tomografia Computadorizada e Ressonância Nuclear Magnética
 
Não são solicitações de rotina. São úteis em bócios volumosos e mergulhantes, e para avaliar possíveis invasões de estruturas adjacentes, em casos de câncer de tireóide avançados. Neste último, é preferível a ressonância nuclear à tomografia, pelo fato da primeira não utilizar contraste iodado, o que pode retardar o tratamento com Iodo radiaotivo, pós-operatório, de cirurgia de câncer de tireóide.

Saiba mais:

O que é Câncer de Tireóide?

Como posso previnir e detectar o Câncer de Tireóide?

Como é o tratamento de Câncer de Tireóide?

Orientações para cirurgia de tireóide

Orientações para o autoexame de tireóide