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Sinais e Sintomas

 

Muitas crianças e adolescentes com câncer chegam ao centro especializado de tratamento com a doença em estágio avançado por diversos fatores: desinformação dos pais, medo do diagnóstico e/ou desinformação dos médicos. Algumas vezes o diagnóstico é feito tardiamente porque a apresentação clínica e as características de determinados tipos de tumores podem não diferenciar muito de doenças comuns na infância. Por isso, o conhecimento acerca do câncer é determinante para um diagnóstico seguro e rápido.


Quando o diagnóstico é feito precocemente, as chances de cura são muito maiores. Estima-se que as taxas de cura variam de 0 a 60% em países menos favorecidos, mas que poderiam chegar a 80-90% se diagnosticadas precocemente e tratadas em hospitais especializados, como acontece em alguns centros internacionais. A maioria dessas crianças terá vida normal após o tratamento adequado.

OS PRIMEIROS SINTOMAS DO CÂNCER INFANTIL
Existem diferentes sinais pelos quais podem supor que uma criança sofra de algum câncer, portanto fique atento se a criança apresentar:

- dores de cabeça pela manhã e vômito;
- caroços no pescoço, nas axilas e na virilha, ínguas que não resolvem;
- dores nas pernas que não passam e atrapalham as atividades das crianças;
- manchas arroxeadas na pele, como hematomas ou pintinhas vermelhas;
- aumento de tamanho de barriga;
- brilho branco em um ou nos dois olhos quando a criança sai em fotografias com flash.


LEUCEMIAS
É o câncer mais comum na infância, variando de 25 a 35% dos casos. É caracterizada pela produção excessiva de células brancas anormais, superpovoando a medula óssea e impedindo que as células normais sejam produzidas provocando infecções, palidez, sangramentos, dor nos ossos e articulações, fadiga, fraqueza, febre e perda de peso. As leucemias podem ter índices de cura de até 90%.

TUMORES DO SISTEMA NERVOSO CENTRAL
Os tumores do sistema nervoso central, cérebro e cerebelo são os tumores sólidos mais frequentes na infância e representam próximo de 20% dos cânceres infantis. Podem causar dores de cabeça, náuseas, vômitos, visão turva ou dupla, tontura e dificuldade para caminhar ou manipular objetos.

O diagnóstico do tipo exato de tumor é feito durante a cirurgia, entretanto, imagens feitas com Ressonância Magnética podem sugerir os diferentes tipos de tumores nestas regiões do Sistema Nervoso Central.

LINFOMA NÃO HODGKIN
Conhecido como câncer do sistema linfático, pode estar presente em qualquer parte do corpo, principalmente no tórax e abdome. Na barriga, pode causar parada de evacuações e dor na região. Quando o linfoma é no tórax, pode causar tosse ou falta de ar. Ao ser diagnosticado precocemente, os índices de cura são de 80%.

NEUROBLASTOMA
Na maioria dos casos acomete lactentes (crianças que ainda bebem o leite materno) e menores de 10 anos. Esse tumor pode se iniciar em qualquer lugar, mas geralmente, aparece na barriga, tórax, pescoço ou perto da coluna vertebral. É notado como inchaço, podendo também causar dor óssea e febre.

Todos os tumores do abdômen podem ser confundidos com verminose. Se a criança tem aumento da barriga que não melhora, deve-se procurar um médico para avaliação. Os tumores que crescem próximos da coluna vertebral podem causar fraqueza nas pernas, dor e perda do controle da eliminação de fezes e urina.

Os neuroblastomas são tratados com cirurgia e quimioterapia. Em alguns casos, indica-se radioterapia e transplante de medula.

TUMOR DE WILMS
Inicia em um, ou raramente, em ambos os rins, manifestando-se como uma massa no abdômen, geralmente palpado pelas mães na hora do banho. Mais frequentemente encontrado em crianças de 3 e 4 anos de idade. Pode mostrar-se como um inchaço ou caroço na barriga. A criança pode apresentar ainda sangue na urina, dores abdominais e pressão alta. O exame mais indicado para o diagnóstico é o ultrassom. A cura está estimada em torno de 90% dos casos.

SARCOMAS DE PARTES MOLES
São tumores que podem ocorrer em músculos, gordura e articulações. Afetam tanto crianças, quanto adolescentes e adultos. Existe um aumento progressivo, inchaço no local do tumor e, em geral, há dor e a pele pode ficar vermelha.

Os sarcomas podem aparecer na cabeça, no pescoço, na área genital, nos braços e nas pernas. Em adolescentes, pode localizar-se na região dos testículos, provocando aumento do escroto, sendo confundido com hérnias. Para diagnosticar os sarcomas é muito importante que um médico experiente em câncer realize uma biópsia a fim de examinar o tumor no microscópio. O tratamento dos sarcomas é feito em geral com cirurgia e quimioterapia.

TUMORES ÓSSEOS
São mais frequentes em adolescentes. Quase sempre a criança conta que teve uma batida, que causou dor, mas que não foi embora. Provoca dor óssea, que piora à noite ou com atividade, e pode causar inchaço na área ao redor do osso. O local mais comum é logo acima ou logo abaixo do joelho. A pele pode ficar vermelha e quente e, quando o tumor cresce, é possível ver também um inchaço no local. Podem ser confundidos principalmente com infecções ou dores de crescimento.

Para diagnosticá-lo, é importante fazer raio X do local doloroso, e um médico ortopedista, com bastante experiência em câncer, deve realizar uma biópsia com agulha sem cortar a pele. Os tipos mais comuns de tumores ósseos malignos são osteossarcoma e Sarcoma de Ewing. O tratamento é feito com cirurgia e quimioterapia. O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura para até 70%.

RETINOBLASTOMA
No retinoblastoma, um sinal importante é o chamado "reflexo do olho do gato", que é o embranquecimento da pupila quando esta é exposta à luz. Geralmente, acomete crianças antes dos 3 anos. Atualmente, a pesquisa desse reflexo pode ser feita desde a fase de recém-nascido. Alguns retinoblastomas são hereditários. Se outras pessoas da família já tiveram o tumor, as crianças devem ser examinadas por um oftalmologista experiente a partir do nascimento, para que o diagnóstico seja o mais precoce possível. 

DOENÇA DE HODGKIN
É um tumor que acomete gânglios e o baço, sendo mais frequente em adolescentes. A maioria dos casos começa com adenomegalias, que são "ínguas" que vão crescendo. A criança pode apresentar febre prolongada e perda de peso.

O diagnóstico do Linfoma de Hodgkin é feito através de biópsia de um gânglio aumentado de tamanho. O tratamento é feito com quimioterapia e radioterapia. Atualmente, em cada 100 crianças tratadas, 85 ficam completamente curadas.