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Carreta educativa do HA participa do "Prêmio MPT na Escola" em Campinas (SP)

 

No último dia 23 de fevereiro, uma cerimônia marcou a entrega do ‘Prêmio MPT na Escola 2017’ (etapa regional), no Ministério Público do Trabalho em Campinas (SP). O evento reuniu cerca de 100 espectadores, entre eles: estudantes, pais, professores e coordenadores do projeto nas escolas públicas de oito municípios da região – Americana, Atibaia, Campinas, Indaiatuba, Limeira, Mogi Guaçu, Santa Bárbara D’Oeste e Sumaré.

Ao todo, 19 trabalhos de alunos do Ensino Fundamental (contos, curta-metragem, desenho, esquete teatral, música e poesia), abordando o tema ‘trabalho infantil’, foram premiados. Além da cerimônia, houveram ainda apresentações musicais. Durante a solenidade, o procurador e vice-coordenador nacional da Coordinfância (Coordenadoria Nacional de Combate à Exploração do Trabalho da Criança e do Adolescente), Ronaldo Lira, ressaltou a importância de crianças e adolescentes assimilarem, através da arte, a mensagem de combate ao trabalho infantil. “É um motivo de satisfação e alegria muito grande para o MPT poder passar um pouco da sua mensagem, um pouco do seu propósito e a campanha contra o trabalho infantil, tão bem desenvolvida pelos professores e educadores, para alunos que têm a criatividade de produzir trabalhos culturais. Isso é maravilhoso”, afirmou.

Carreta educativa
Sabendo da relevância das crianças e dos adolescentes estarem envolvidos em projetos com temas tão importantes como este, e graças a forte parceria com o MPT, o Hospital de Amor não poderia ficar de fora. A equipe do Núcleo de Educação em Câncer (NEC) da instituição prestigiou a cerimônia, disponibilizando às crianças a carreta educativa “Missão Gênese” – uma unidade móvel de prevenção e educação sobre o câncer.

As crianças da Casa Ronald de Campinas (SP), convidadas para o evento, puderam participar da experiência, onde aprenderam sobre saúde, prevenção do câncer e hábitos saudáveis por meio de uma divertida brincadeira que envolveu jogos e tecnologia, utilizando realidade virtual e captura de movimentos. Além disso, o coordenador do NEC, Gerson Vieira, apresentou aos educadores e às crianças do Ensino Fundamental I o projeto ‘Crianças como Parcerias’, já implementado em diversas escolas públicas do interior de São Paulo. “Trata-se de um projeto de prevenção de câncer junto às escolas, que atinge crianças de 6 a 10 anos de idade por meio de ações educativas sobre estilo e hábitos de vida saudável para a diminuição de riscos potenciais do câncer, utilizando material didático e plataformas online. Nosso objetivo é que as crianças atuem como miniagentes de saúde propagando o conhecimento entre suas famílias e comunidades”, declarou Vieira.

Sobre o MPT na Escola
O MPT na Escola é um projeto criado pela Coordinfância para incentivar o entendimento de pais e alunos da rede pública de ensino acerca da proibição do trabalho de crianças e adolescentes, e torná-los replicadores da causa. Para isso, o envolvimento da escola, por meio de sua diretoria e de seu corpo docente, mostra-se essencial na transmissão da mensagem, sempre apoiados por treinamentos e material didático desenvolvidos especialmente para este fim, fornecidos pelo MPT.

Nas escolas, os educadores apresentam o conceito de trabalho infantil, as formas de proibição e as normas protetivas da criança e do adolescente. Os alunos também aprendem que é proibido o trabalho antes dos 16 anos fora do sistema de aprendizagem, o trabalho noturno, insalubre, perigoso e aqueles contidos no decreto federal nº 6.481/08, que lista as piores formas de trabalho infantil. O conhecimento adquirido é transmitido pelas crianças e adolescentes por meio de trabalhos culturais. Os melhores são premiados em etapas regionais e nacionais.

Trabalho infantil
A mais recente Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), revelou que 1,8 milhão de crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos trabalhavam no país em 2016, com carga horária média semanal de 25,3 horas. Deste total, a maioria se encontrava em situação ilegal.

O estudo também mostra que cerca de 30 mil crianças entre 5 e 9 anos de idade trabalhavam em 2016, ao passo que cerca de 160 mil crianças entre 10 e 13 anos se ocupavam em trabalho ilegal. Deste contingente, apenas 26% receberam algum tipo de remuneração, sendo que o rendimento mensal médio foi de R$ 141 para os meninos e R$ 112 para as meninas. A pesquisa mostrou, ainda, que 47,6% das crianças de 5 a 13 anos que trabalhavam em 2016 estavam ocupadas em atividade agrícola; 24,7% em segmentos como construção, indústria, transportes e serviços; 21,4% no comércio e 6,3% em serviços domésticos.