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Superação: Paciente entra para a faculdade de medicina e sonha em atuar no HA

A história da Érica Zaneti, 20 anos, muito se assemelha àqueles roteiros de novela que envolvem a gente e enchem nosso coração de alegria. Além de contar com um final feliz, ela serve como exemplo para diversas crianças e adolescentes que estão na luta contra o câncer no Hospital de Amor e em outras instituições do mundo. Por quê?

Após uma partida de futsal na escola onde estudava, no município de Santo Antônio da Alegria – região de Ribeirão Preto (SP) - durante a aula de educação física, a pequena Érica teve uma queda e fraturou a perna. Foi encaminhada para Batatais (SP) (cidade localizada a 54 Km de sua residência), onde ficou internada por 4 dias, realizando exames. Ao analisarem os resultados, os médicos encontraram uma “mancha” abaixo da fratura, constatando a presença de um tumor. Como não tinham o suporte necessário para afirmar com precisão o diagnóstico, encaminharam Érica para o Hospital de Amor (na época, com o nome de Hospital de Câncer de Barretos).

O diagnóstico
Seu primeiro contato com o Hospital foi no dia 10 de março de 2009, no Pavilhão Antenor Duarte Vilela. Depois de ser submetida a vários procedimentos na instituição, Érica recebeu o diagnóstico: estava com um tumor ósseo na perna esquerda, localizado na fíbula proximal, conhecido como ‘osteossarcoma’ – tumor ósseo maligno primário mais comum em crianças e adolescentes, com pico de incidência entre a segunda e terceira décadas de vida. Os locais mais frequentes em que esse tipo de câncer afeta são o fêmur distal, área do joelho (tíbia proximal) e o ombro (úmero proximal).

Foram 9 meses de tratamento, entre quimioterapias e cirurgias, em que Érica sempre esteve apoiada pela mãe. Seu pai também a visitava frequentemente em Barretos, porém, devido ao trabalho, não estava presente em todos os procedimentos. As médicas Dra. Érica, Dra. Gisele e Dra. Roberta acompanharam a jovem desde as primeiras consultas.

Atividades favoritas
Apesar do tratamento desgastante e, muitas vezes dolorido, a jovem não se deixava abater. Brincava, participava das ações desenvolvidas pela instituição, pintava quadros, panos de prato e caixas de madeira, se envolvia nas consultas e assistia às aulas ministradas pela professora Ester. Aliás, eram essas aulas que animavam Érica, pois, como estava fora da escola convencional por conta da doença e sempre gostou muito de estudar, ela encontrou na Classe Hospitalar a possibilidade de dar continuidade aos seus estudos. “Eu sempre fui muito estudiosa e, mesmo com grandes dificuldades durante o meu tratamento, não deixava de ir à classe hospitalar. Devido a esse apoio do Hospital e também dos meus amigos da escola que frequentava, além da compreensão dos meus professores, não me atrasei nos estudos e consegui ser aprovada para o próximo ano letivo sem prejuízos”, contou.

Amadurecimento e Esperança
“Duas coisas me marcaram durante o tratamento: o AMOR e o AMADURECIMENTO”. Segundo Érica, o fato de ser cristã desde pequena e crescer ouvindo falar do amor de Cristo por todos, a fez criar esperanças e força para vencer essa batalha. Ela afirma ter sentindo esse amor na pele, vindo de todos os profissionais do Hospital, em cada procedimento e ação, marcando-a de maneira tão intensa que seu maior sonho tornou-se retribuir esse sentimento tão sublime recebido de Deus e da instituição.

“Eu acredito que, durante nossa vida, passamos por processos de crescimento que nos moldam e nos motivam a sermos pessoas melhores. Mas, na maioria das vezes, esses processos são dolorosos e nos arrancam lágrimas. Entender que o período de tratamento, por vezes encarado com sofrimento, era uma forma de crescimento e amadurecimento, me fez encarar tudo de outra forma e me marcou de uma maneira sobrenatural, me fazendo refletir que esse momento era apenas um processo da vida e não o final dela”, declarou.

A esperança foi outra grande aliada de Érica durante o tratamento. Apesar de saber que iria perder os cabelos, bem numa época em que o os fios são tão importantes para as meninas que entram na fase da adolescência, ela percebeu que aquilo não seria a pior parte do processo, então, passou a encarar tudo de maneira muito positiva e otimista. “Às vezes, eu me incomodava por ter emagrecido um pouco e pelas olheiras (que se intensificaram muito), mas nunca deixei nada disso roubar minha autoestima e sempre tentava pensar no quanto Deus me amava assim”.

A jovem seguiu todo esse período acreditando que tudo iria dar certo, pensando que aquela era só uma fase que logo acabaria. E assim aconteceu! Ela finalizou seu tratamento em janeiro de 2010 e, pelas considerações médicas, está curada há 3 anos, vivendo uma vida completamente normal e feliz.

O sonho de ser médica
Desde muito pequena, Érica já sentia vontade de seguir na área da saúde, porém, conforme pôde conhecer melhor cada setor do Hospital de Amor, ela teve a certeza: seu sonho era ser médica e o HA, certamente, foi uma grande influência.

Ela começou a cursar medicina na Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba (MG), e tem previsão de término estipulada para dezembro de 2021. Sabe onde Érica deseja atuar quando acabar os estudos? “Trabalhar no Hospital de Amor é um sonho baseado na gratidão por tudo o que fizeram por mim nesse lugar, além do desejo de trabalhar em uma instituição que tem a humanização e o respeito ao ser humano como um dos pilares de sua filosofia de atendimento. Sem contar que é um dos hospitais referência em tratamento de câncer no Brasil, o que se relaciona ao meu objetivo pessoal de conhecer e estudar mais sobre a doença e protocolos de tratamento baseados em pesquisas clínicas e epidemiológicas”, afirmou a jovem.

Uma mensagem para outros pacientes
“O tratamento é uma fase difícil, cansativa e, muitas vezes, nos faz chorar. Mas nunca deixem de sonhar, de acreditar que isso vai passar. Vocês continuam sendo amados e queridos e têem grande potencial para realizar seus sonhos. Existem pessoas incríveis nesse Hospital que têm por objetivo ajudá-los, não tenham medo nem vergonha de conversar com cada uma delas, falar de seus medos e dores. Aproveitem cada oportunidade oferecida pela instituição, desde que estejam adequadas ao seu tratamento: brincadeiras, festas, viagens, artesanato, música, classe hospitalar, jogos, filmes... E façam muitas amizades! Cada amigo lhe dará muita força em momentos difíceis. Tudo isso deixará o tratamento mais leve e menos difícil de se conduzir. Há uma frase que me marcou muito nessa fase: ‘Sonhar é muito importante para cada um de nós, mas conseguir realizar é só para quem sonha com o coração’. Acreditem em vocês, acreditem em sua trajetória, em tudo o que podem levar como boas experiências nesse período e confiem em Deus! Essa fase logo passará e, em breve, vocês se inspirarão em tudo o que viveram para construir suas próprias histórias! Não sabemos como será o futuro, mas manter as esperanças é essencial para ter motivação para seguir em frente”, declara Érica.