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Pioneirismo: Hospital realiza procedimento robótico em pacientes com doença no fígado

 

O Hospital de Câncer de Barretos deu mais um grande passo tecnológico, desta vez na área cirúrgica, ao realizar, pela primeira vez no Brasil, o procedimento conhecido como ‘Hepatectomia Robótica’ – cirurgia que consiste na retirada de parte do fígado onde encontra-se o tumor cancerígeno – em pacientes cirróticos.

Apesar da cirurgia por videolaparoscopia já ser bastante utilizada em alguns centros, dentro e fora do país, com resultados atrativos se comparadas a operações convencionais, o uso de via robótica para casos hepáticos, em pacientes com doença no fígado, é única. Ainda existem poucos casos relatados na literatura médica internacional onde esta técnica robótica foi empregada, porém, o HCB conseguiu realizar o procedimento em dois pacientes com essas características, atingindo excelentes resultados.

Hepatectomia Robótica x Cirurgia Convencional
De acordo com o médico cirurgião e coordenador do setor de ‘Digestivo Alto’ do Hospital, Dr. Raphael Araújo, a cirurgia robótica se diferencia da convencional por se tratar de uma abordagem que chamamos de ‘minimamente invasiva’. Este conceito consiste em se evitar grandes incisões e utilizar instrumentos através da parede abdominal, com visualização das estruturas dentro da cavidade do abdômen com auxílio de câmera de vídeo.

“A cirurgia minimamente invasiva mais difundida no Brasil e no mundo é a por videolaparoscopia. Esta também faz uso de equipamentos na barriga e câmera, mas, o que difere ela da robótica é que nesta última o cirurgião não fica em contato direto com o paciente – ele fica em um console (dispositivo onde o médico fica assistindo o que a câmera filma enquanto ele opera) que melhora a visão das estruturas dentro do abdômen, passando de tecnologia bidimensional (como na videolaparoscopia) para a tridimensional”, explicou. Além disso, o movimento das pinças robóticas é mais preciso por serem articuladas, de modo a permitir locomoções semelhantes ao das mãos. “A imagem laparoscópica, que já é considerada muito boa, passou a ser melhor pela robótica”, afirmou Araújo.

Indicações e Contraindicações
Segundo o médico, tanto as indicações quanto as contraindicações da cirurgia robótica são as mesmas aplicadas na videolaparoscopia, visto que ambas são minimamente invasivas. “Primeiramente é necessário que o paciente tenha condições clínicas para realizar o procedimento, pois nem todos são aptos à insuflação da cavidade abdominal, além de funções orgânicas parcialmente preservadas, principalmente se tratando de paciente cirróticos e que, por essa doença, já apresentam disfunção do fígado”.

Após esta triagem, é preciso levar em conta onde está o tumor (dentro do fígado), se o paciente já possui operações prévias, e por fim, a experiência do cirurgião, tanto com casos hepáticos, quanto com procedimentos robóticos. “As indicações e contraindicações da ‘cirurgia hepática robótica’ não são absolutas e sim baseadas em todos estes parâmetros somados”, declarou Araújo.