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Hospital adquire três novos robôs para auxiliar a reabilitação de pacientes

 

O Hospital de Câncer de Barretos é a primeira instituição oncológica da América do Sul a adquirir três robôs que irão auxiliar na reabilitação de pacientes durante o tratamento da doença, possibilitando mais independência. O investimento foi de cerca de R$ 2,5 milhões.

A compra dos equipamentos faz parte do projeto de reabilitação Bella Vita, que conta também com a equoterapia (método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem multidisciplinar e interdisciplinar nas áreas de saúde, educação e equitação) e terá em breve uma fábrica de próteses. O valor para a aquisição dos equipamentos, segundo um dos responsáveis pelo programa, o médico radio-oncologista, Daniel Marconi, foi conseguido através do Programa Nacional de Apoio à Atenção da Saúde da Pessoa com Deficiência (PRONAS/PCD).

São três máquinas que irão auxiliar os pacientes na reabilitação de seus movimentos. Duas delas para a parte superior (Armeo Spring e Armeo Power - para os braços) e outra para a parte inferior (Lokomat - para pernas). “Os equipamentos irão melhorar o desempenho do paciente, a falta de força ou coordenação através de um sistema virtual, aprimorando assim, a capacidade de movimento”, afirmou o médico fisiatra, Pedro Melhado Tovo.

Ainda de acordo com Tovo, os robôs conseguem fazer um grande número de movimentos e repetições sem que isso gere alguma lesão na pessoa em reabilitação. Além de trabalhar a parte motora, as máquinas também irão conciliar a cognitiva, ou seja, irão estimular o cérebro do paciente.

A neuropsicóloga do Hospital, Danielli Basso, explica que isso também é muito importante no tratamento. “Essa conciliação da parte motora com a cognitiva é algo muito bom para o paciente, pois estimula a compreensão e a percepção, que podem ter sido prejudicadas por conta do tratamento, através de jogos que têm sempre um objetivo a concluir”, disse.

Os robôs serão operados por uma equipe multidisciplinar formada por médicos, fisioterapeutas, fisiatras e terapeutas ocupacionais. Tudo parta garantir a segurança do paciente, oferecendo sempre o melhor e mais completo tratamento. A expectativa é de que sejam atendidas até cinco pessoas por dia, em sessões que duram cerca de 35 minutos. Cada paciente poderá realizar até dois atendimentos por semana.

Giselly Inês dos Santos Chaves, de 33 anos, moradora da cidade de São Paulo, trata-se de um tumor no sistema nervoso central no HCB e foi uma das primeiras pacientes a usar o robô Lokomat. Depois de quase 2 anos sem conseguir caminhar por conta da doença, ela aprovou a nova aquisição do Hospital. “Foi um sensação totalmente diferente. É muito bom poder caminhar, mesmo que através de um aparelho, depois de tanto tempo parada. Estou animada para continuar as minhas sessões”, afirmou.