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Coral "Papo Furado" se apresenta no HCB encerrando a campanha "Julho Verde"

 

 

Receber a notícia do diagnóstico do câncer não é fácil. Se for associada à retirada de alguma parte do corpo ou órgão, como acontece com alguns pacientes com câncer na região da cabeça e pescoço que precisam retirar a laringe (órgão responsável pela fala), pode ser ainda mais difícil. Para ajudá-los na recuperação e a levantarem a autoestima, o Hospital de Câncer de Barretos criou, há 13 anos, o coral “Papo Furado”. O grupo possui, atualmente, 32 integrantes - pacientes laringectomizados – que fazem uma apresentação por mês com o objetivo de superar as limitações como a perda da fala, por exemplo.

Na manhã do dia 27 de julho, mês em que celebramos a campanha “Julho Verde”, na tentativa de conscientizar as pessoas sobre o câncer de cabeça e pescoço e a importância de se fazer a prevenção e ficar atento aos sinais de alerta da doença, o coral, comandado pelo departamento de fonoaudiologia (composto por 7 titulares e 6 residentes), se apresentou em várias recepções do Hospital. A coordenadora do setor, Gisele Giroldo, explica como o projeto é essencial na vida desses pacientes que tiveram a retirada total da garganta. “Os encontros do grupo eram, no início, apenas para trocar experiências, mas ele cresceu e se tornou o coral ‘Papo Furado’. Estamos conseguindo devolver a vida e a identidade de cada paciente, que é a voz. Eles poderem se comunicar com a sociedade, é maravilhoso”, declarou.

Em 2015, os integrantes do coral “Papo Furado” participaram de uma missão especial: eles cantaram para o astro da Música Country Garth Brooks, quando ele voltou ao Brasil, 17 anos depois da primeira apresentação no país.

Câncer de Laringe
O câncer na laringe é o tumor mais comum na região da cabeça e pescoço e acomete, em sua maioria, homens com mais de 60 anos, que tem o hábito de fumar e/ou ingerir bebidas alcóolicas. De acordo com o cirurgião do Departamento de Cabeça e Pescoço do Hospital, Carlos Roberto dos Santos, a principal forma de tratamento contra esse tipo de câncer é a prevenção. “A população precisa se conscientizar que, apesar de todos os avanços tecnológicos, a prevenção ainda é a melhor maneira de se evitar a doença. Os principais fatores de risco continuam sendo o cigarro e o álcool e quando um hábito potencializa o outro, os riscos são bem altos”, afirmou.

Por se tratar de uma área externa, o diagnóstico não é difícil de ser realizado. Os sintomas são visíveis e, muitas vezes, detectados pelos próprios pacientes. “Um caroço no pescoço (ínguas), feridas na boca e/ou alteração na tonalidade da voz (rouquidão) que dure mais de 3 semanas são sinais de alerta. O indicado é procurar um médico da Unidade Básica de Saúde mais próxima, passar por uma triagem e, se necessário, ser encaminhado ao HCB”, relatou o médico.

Segundo Santos, algumas pesquisas apontaram que 65% dos casos de atrasos no diagnóstico da doença são causados pelos próprios pacientes. “Quanto mais cedo o paciente chega à instituição, mais qualidade de vida ele terá, podendo comer e falar normalmente. Caso contrário, a reabilitação é mais difícil e as cirurgias, muitas vezes, grandes e mutilantes. Por isso, ações de conscientização como campanha ‘Julho Verde’ e projetos como o coral ‘Papo Furado’ são tão importantes”, finalizou.

No Hospital de Câncer de Barretos, 150 cirurgias são realizadas por mês na área de cabeça e pescoço, sendo 90 de médio e grande porte e 60 de pequeno porte. O departamento conta com 7 médicos (sendo 2 cirurgiões plásticos) e uma equipe multiprofissional, composta por enfermeiros, dentistas, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psicólogos, entre outros.

Reintegração Social
Após passar por um processo de retirada da laringe, há 6 anos, o paciente do Hospital de Câncer de Barretos e integrante do coral “Papo Furado”, Rui Modesto, de 63 anos, leva uma vida normal. Encanador na cidade de Sertãozinho (SP), ele afirma que a participação no coral foi essencial para o desenvolvimento de sua fala.

“Eu trabalho, converso, falo ao telefone, tudo normalmente. Quando estive pela primeira vez com a equipe do coral, não tinha voz. Mas a colocação da prótese e os treinamentos com as músicas me ajudaram a ter uma vida como a das outras pessoas”, declarou Modesto.