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Nova sala cirúrgica auxilia os profissionais da unidade Infantojuvenil




Uma nova sala instalada na unidade infantojuvenil do Hospital de Câncer de Barretos está ajudando a equipe de neurocirurgia na hora da retirada do tumor cerebral. Antes da tecnologia o médico só sabia se tinha ressecado toda a lesão depois que o paciente já estava fora do centro cirúrgico.

Mas agora, essa inovação faz com que o profissional consiga saber se a maior quantidade de tecido cancerígeno foi retirada ou não ainda durante a cirurgia. A chamada Sala Híbrida possibilita a realização de imagens através de uma ressonância magnética ainda durante o procedimento, além da movimentação do paciente de um ponto a outro.

“Antes não era possível fazer o exame na neurocirurgia sem essa estrutura, por conta da segurança do transporte do paciente, pois isso demanda riscos. O que fazíamos era realizar a cirurgia completa e depois de encerrada, levávamos para a unidade de terapia intensiva (UTI) para a recuperação. Caso houvesse a necessidade, fazíamos uma tomografia”, explicou o neurocirurgião do Hospital, Carlos Afonso Clara.

O Hospital de Câncer de Barretos é o terceiro no Brasil a usar essa tecnologia e o primeiro a oferecê-la pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Estado de São Paulo. Além de ter os equipamentos de um centro cirúrgico, a Sala Híbrida também é equipada com uma mesa de transferência magnética (transfer board) para poder levar a criança ou o adolescente até a sala de ressonância sem nenhum risco, e uma bobina de sinal flex que é acoplada para ajudar a ver o tumor da melhor forma na imagem.

De acordo com Clara, para que o projeto fosse iniciado, foi necessário mexer na parte estrutural da unidade infantojuvenil. “Quando tudo foi definido, acabou mudando a planta do centro cirúrgico e foram feitas adaptações para receber o aparelho. Teve reforço na laje para aguentar o equipamento e também a construção de uma porta que ligasse a cirurgia à ressonância.”

Segundo o neurologista do Hospital de Câncer de Barretos, a cirurgia é um pouco mais longa que a feita anteriormente, porém é mais precisa. “Nesse sistema, o método de neuronavegação permite fazer um redesenho do caso para proporcionar uma maior ressecção do tecido tumoral. Fazer uma nova imagem intra-operatória nos permite replanejar ainda durante o procedimento”, afirmou.

O investimento em equipamentos foi de mais de US$ 3 milhões. “Você retira um tumor dentro de um limite de segurança para o paciente, sem afetar a funcionalidade física e mental da pessoa. É um avanço”, contou o médico.