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Oncologia Clínica

A oncologia clínica ou cancerologia clínica é a especialidade mais nova dentre as especialidades de tratamento com paciente oncológico. A mais conhecida ferramenta do oncologista clínico é a quimioterapia. Entretanto, o arsenal terapêutico do oncologista clínico é cada vez mais ampliado com o desenvolvimento de outros tipos de drogas, como as alvo-direcionadas, terapias endócrinas e imunoterapias.

O termo “quimioterapia” foi cunhado por Paul Ehrlich no ínício do século XX, quando propôs que uma substância apropriada; chamada por ele de “bala mágica”; seria capaz de eliminar o organismo causador da doença sem afetar o hospedeiro. 

O uso de substâncias químicas para tratamento do câncer surgiu de um fato curioso. Durante as duas grandes Guerras Mundiais, observou-se que o gás mostarda; usado como arma química; era capaz de levar à redução dos glóbulos brancos sanguíneos dos expostos a ele. Então, surgiu a idéia que esta substância pudesse ser capaz de inibir o crescimento das células cancerígenas. A substância passou a ser usada na década de 1940 em pacientes com Linfoma (câncer do sistema linfático) e mostrou efeitos surpreendentes. Na mesma década, Sidney Farber observou que o Ácido Fólico (uma tipo de vitamina) era capaz de estimular o crescimento de células da Leucemia (câncer dos glóbulos brancos do sangue). Então, passou-se a desenvolver substâncias similares ao Ácido Fólico, mas com a capacidade contrária, a de inibir o crescimento da Leucemia. Estas substâncias eram direcionadas a atrapalhar as vias do metabolismo das células cancerígenas e consequentemente matá-las. Desde então, surge a prática da quimioterapia contra o câncer. 

A cirurgia é o mais antigo procedimento empregado para o tratamento do câncer seguido do uso da radiação. Entretanto, o desenvolvimento de combinações de quimioterápicos na década de 60, mostrou que pacientes com alguns tipos de cânceres como a leucemia e linfoma, ainda que em estágio avançado, poderiam ser curados. Desde então, a quimioterapia tem o seu valor indispensável no manejo da maioria dos cânceres e vem consolidando a necessidade de protocolos multimodais para o melhor resultado. Hoje a quimioterapia e outras formas de terapias sistêmicas contra o câncer são utilizadas pelo oncologista clínico, tanto na doença avançada como em tratamentos antes e/ou após a cirurgia. Além disso, a quimioterapia pode ser utilizada em combinação com a radioterapia.

Atualmente, com o desenvolvimento tecnológico e de pesquisa básica e clínica, novas drogas tem sido desenvolvidas e dezenas delas já estão disponíveis para tratamento. A busca pelo alvo ideal continuou desde a década de 40, mas agora a direção é para as vias de sinalização da célula cancerígena que leva o estímulo para o seu crescimento e disseminação. Muitas destas drogas já estão disponíveis e deram a oportunidade ao oncologista clínico de usá-las em tipos de cânceres onde não havia muitas opções eficazes de tratamento como o câncer de rim, tumores do estroma gastro-intestinal (GIST) e outros. Além disso, muitas outras drogas capazes de alterar o equilíbrio hormonal tem trazido bons resultados no tratamento do câncer de mama e próstata.

O Departamento de Oncologia Clínica é composto atualmente por 14 médicos especializados, divididos em especialidades secundárias, e está presente no tratamento do paciente com câncer em todas as suas fases.