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Quimioterapia - Aplicação

 

Injeção: Utilizando a injeção convencional, o medicamento pode ser injetado em alguma parte do seu corpo como os braços, as pernas ou a barriga. No entanto, existem algumas formas específicas de utilização:

 

  • Aplicação Subcutânea: A aplicação leva esse nome devido a sua aplicação entre a pele e o músculo (área subcutânea). O tecido subcutâneo é formado principalmente por gordura e vasos sanguíneos. Esse tipo de procedimento tem uma absorção mais lenta que a intramuscular, podendo ser utilizada nas medicações que funcionam com mais eficácia dessa forma maneira.

 

  • Aplicação Intramuscular: Com uma capacidade de absorção muito rápida, o medicamento é aplicado no interior do músculo. Alguns veículos podem ser associados à substância ativa para deixar a sua liberação mais lenta.

 

  • Intra-arterial: Para obter uma eficácia maior, o medicamento também pode ser aplicado em uma artéria vinculada à área em que o tumor se localiza.

 

  • Intraperitoneal: A quimioterapia é aplicada diretamente na cavidade peritoneal (dentro do abdome), área que contém os órgãos do sistema digestório e ovários.

 

  • Intravenosa: É o tipo mais comum, a medicação atinge praticamente todos os tecidos do corpo após a passagem pelo coração.


     

Cateter Venoso totalmente implantável (Port-a-Cath®)
 
Dependendo do tratamento quimioterápico utilizado ou para a aplicação de substâncias intravenosas, o médico responsável pelo tratamento pode sugerir a implantação de um cateter para facilitar a infusão venosa. Esse instrumento é um cateter interno, formado por um tubo flexível e um reservatório de silicone, plástico ou titânio (em formato cônico ou cilíndrico) que é extremamente seguro e eficiente para os pacientes em tratamento oncológico.
 
Ao utilizar uma agulha especial chamada Huber, a equipe médica poderá ter um acesso venoso que facilita a aplicação de medicamentos e a coleta de sangue frequentemente, com maior conforto para o paciente.
 
Implantação
 
A inserção desse aparelho ocorre através de uma anestesia local, em uma pequena cirurgia que leva de 30 minutos a uma hora. Nesse procedimento cirúrgico, o aparelho é inserido abaixo da pele na região torácica, tornando-se pouco visível. A aparência da pele, após a inserção do cateter, assemelha-se à aparência após a inserção de marca-passo cardíaco de pacientes portadores de arritmia.
 
Quando algum tipo de procedimento (tanto a aplicação de medicamento ou coleta de sangue) é realizado, a enfermeiro responsável deve realizar a antisepsia (limpeza) do local onde está o cateter. Os pacientes que portam o dispositivo geralmente não sentem dor, apenas uma leve sensação de picada na hora de sua utilização.
 
Benefícios:
 
Otimização do tratamento: A implantação do equipamento impede a ocorrência de complicações nos vasos periféricos, como flebites (inflamações da veia), trombose venosa (coágulo capaz de gerar obstrução na veia) e necrose por extravasamento da droga (infiltração do medicamento fora da veia). As veias periféricas, quando são utilizadas para infusões de quimioterápicos, perdem progressivamente a capacidade de receber medicamentos, tornando-se mais difíceis de serem puncionadas.
 
Praticidade e Durabilidade: O equipamento inserido comporta cerca até 2000 punções.
 
Conforto e mobilidade: Por estar inserido internamente, o aparelho não fica visível, dispensa o uso de curativos e não exige que o paciente tome tantos cuidados em relação a sua movimentação.
 
Pontos negativos
 
Como toda intervenção médica, algumas complicações podem ocorrer. Existe a possibilidade de infecção, tanto a que se inicia com a punção sem a antissepsia inadequada, como a que atinge o dispositivo pela corrente sanguínea. Isto pode fazer do cateter um reservatório para bactérias, dificultando o tratamento com antibióticos. Em alguns casos, torna-se necessária a sua retirada para o bom controle da infecção. O cateter pode ainda perder a sua função por obstrução, seja por coágulos em seu interior, seja por migração do dispositivo. Uma das formas de se evitar a formação de coágulos é a introdução mensal de heparina no cateter. Estes eventos são relativamente raros, principalmente quanto o catetér é inserido e manipulado por profissionais experientes.  

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